Recuperação judicial avança no Brasil e chega a 6,3 mil empresas

O número de empresas em recuperação judicial cresceu 66%, chegando a 6.341 casos no segundo trimestre de 2026.

O aumento ocorre em um cenário de juros elevados, crédito mais caro e maior dificuldade para empresas renegociarem suas dívidas.

Agronegócio lidera o avanço

O agronegócio está entre os setores mais afetados. O número de empresas do segmento em recuperação judicial chegou a 1.263 CNPJs no primeiro semestre de 2026.

Entre os principais fatores estão:

  • Juros elevados;
  • Crédito mais restrito;
  • Aumento dos custos de produção;
  • Queda nos preços de commodities;
  • Impactos de eventos climáticos.

Transporte, logística e varejo também enfrentam maior pressão financeira.

Juros altos aumentam a pressão sobre o caixa

O custo do crédito tem dificultado a manutenção das operações e a renegociação de dívidas.

Com financiamentos mais caros e aumento da inadimplência empresarial, empresas com alto nível de endividamento podem ter dificuldades para manter o fluxo de caixa equilibrado.

Recuperação judicial exige planejamento

A recuperação judicial pode ser utilizada para reorganizar dívidas e negociar com credores, mas não representa uma solução automática para os problemas financeiros da empresa.

A continuidade do negócio depende também da capacidade de gerar caixa, reduzir custos e reorganizar a operação.

Por isso, identificar sinais de dificuldade financeira com antecedência é fundamental. Planejamento financeiro, controle de custos e acompanhamento do endividamento podem ajudar a empresa a agir antes que a crise se agrave.

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